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A confissão de Charlie Sheen ajudar a conscientizar sobre o VIH

Quando em novembro de 2015, o ator Charlie Sheen revelou publicamente que tem o vírus da imunodeficiência humana (HIV), o número de pesquisas relacionadas a esta doença aumentou significativamente, de acordo com um artigo publicado no Archives of Internal Medicine.
O responsável do estudo, John W. Ayers, da Universidade Estadual de San Diego, Califórnia, usou o registro de buscas de notícias online para analisar a relação entre a confissão, a data em que foi feita, no dia 17 de novembro e temas relacionados com o HIV.
Os autores utilizaram as tendências de notícias, obtidas através da página Bloomberg Terminal, que incluía relatórios globais em inglês que continham o termo HIV. As pesquisas na Internet foram recolhidos através do Google Trends e incluem pesquisas provenientes dos Estados Unidos em quatro categorias: HIV, preservativos, sintomas do HIV e testes de HIV. A análise de dados foi feita entre 17 de novembro e 8 de dezembro de 2015.
Os autores informam que, desde o ano de 2004, as notícias sobre o VIH tinham diminuído de 67 para cada 1.000 a 12 de cada 1.000 em 2015. Mas o dia da confissão de Sheen, houve um aumento de 265%, as notícias que mencionaram o HIV, com mais de 6.500 histórias só no Google News, chegando a 1% das notícias mais importantes relacionadas com a AIDS nos últimos 7 anos. Os autores observam que o anúncio coincidiu com a maior quantidade de pesquisas relacionadas a este tema, na história dos Estados Unidos: cerca de 2,75 milhões de buscas mais do que o esperado incluíam o termo HIV.
“Embora ninguém deve ser forçado a revelar que tem HIV – conclui o estudo –, a revelação de Sheen pode beneficiar a saúde pública e ajudando a muitas pessoas a aprender mais sobre a infecção por HIV e a prevenção. É necessário prolongar o tempo esse benefício”.
É o que afirma um estudo recente

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