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Cientistas espanhóis criam esperma a partir de células dérmicas

Detalhe de espermatozóides. Crédito imagem: Bobjgalindo
“O que podemos fazer quando alguém que quer ter filhos não tem de gametas (óvulos ou espermatozóides) – pergunta Carlos Simon, diretor do Instituto Valenciano de Fertilidade e principal responsável pelo avanço – . Esse é o problema que queremos resolver: ser capaz de criar gametas para pessoas que não os têm.”
Inspirados no trabalho de Shinya Antes e John Gordon, que, em 2012, dividiram um prêmio Nobel pela descoberta de que células adultas podem se transformar em células-tronco embrionárias, a equipe de Simão conseguiu reprogramar células dérmicas maduras usando um coquetel de genes necessários para produzir gametas. Em um período de 30 dias, a célula foi convertida em uma célula germinal que pode se desenvolver até se tornar esperma ou de óvulo, mas, por agora, não pode fertilizar. “É jovem, mas precisa de uma fase de amadurecimento para se tornar gameta – explica Simão – : Isso é apenas o começo. Para implementar isso em humanos são necessários mais ensaios, estamos falando do nascimento de crianças”.
Justamente isso é o que pretende o computador de este especialista, ajudar a 15% dos casais do mundo que não podem ter filhos e dependem da doação. Mas para isso há que ter em conta a legalidade, já que a técnica precisa da creaciñon de embriões de artifício, algo que só é possível em alguns países.
O estudo, realizado em conjunto com a Universidade de Stanford, foi publicado na revista Nature.
Trata-Se de um avanço que poderia pavimentar o caminho para tratamentos de infertilidade

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