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Descoberta uma nova modificação no genoma do HIV

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, descobriram, uma modificação no genoma do HIV, que ajuda a replicação do vírus. O estudo, publicado na revista Nature Microbiology, identifica-se um novo mecanismo para o controle da replicação do HIV e sua interação com o sistema imune do hospedeiro.
“Temos trabalhado durante anos para desenvolver fármacos dirigidos ao material genético do HIV – explica o principal autor do estudo Tariq Sapo–, mas nunca chegavam à fase de ensaios clínicos. Agora sabemos o motivo: estávamos desenvolvendo fármacos a partir de alvos de RNA que não tem estas modificações, quando, na realidade, o RNA era diferente”.
Em células humanas, o RNA é o material genético que leva instruções do DNA no núcleo de uma célula onde a maquinaria molecular use essas instruções para a elaboração de proteínas. E a desvantagem é que o genoma do HIV é composto de RNA, não delADN. O vírus sequestra a maquinaria celular do hospedeiro para traduzir o seu RNA em proteínas.
As células podem modificar quimicamente o seu RNA para controlar ou alterar suas funções. Uma dessas modificações, conhecidas como N6-metiladenosina (M6A), é comum os seres humanos e outros organismos. No entanto, pouco se sabia sobre o papel que M6A atua no sistema imunológico humano, ou nas interações entre as células e patógenos invasores, como o HIV.
No estudo, a equipe de Rã descobriu essas modificações no RNA do HIV pela primeira vez e, mais importante ainda, chegou à conclusão de que, quando se silenciaba a enzima que elimina a alteração, o HIV aumentava e se o que se silenciaba era a enzima que adiciona M6, a replicação do HIV é reduzido. Um achado que os pesquisadores dizem que pode ser aproveitado para combater a infecção.
“O campo do HIV foi perdido, devido a essa alteração na estrutura do RNA, mais de 30 anos de trabalho – concede Sapo –. Eu não ficaria surpreso se outros vírus com genoma de RNA também podem servir de mecanismo para iludir a vigilância do sistema imunológico e controlar a replicação, como a gripe, a hepatite C, o Ebola e Zika, para citar apenas alguns”.
Dificulta a criação de novas terapias

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