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Descobrem como lutar contra o câncer com agentes antidiabéticos

Equipe do CNIO responsável pelo estudo. Miguel Quintela-Fandino, Maria J. Bom, Ivana Zagorac e Silvana Mourón. Crédito imagem: CNIO
Os antiangiogénicos são um dos tratamentos contra o cancro mais utilizados pela sua eficácia. Esses agentes químicos reduzem ou inibem a formação de novos vasos sanguíneos. E graças a eles, os vasos sanguíneos, é que os tumores podem crescer, provocando a diminuição do oxigênio nos tecidos circunvizinhos. A falta de oxigênio faz com que as alterações no metabolismo celular: as células cancerosas consomem até 20 vezes mais glicose do que as normais, saturando o centro de energia das células, as mitocôndrias.
O problema com os antiangiogénicos é que os pacientes eventualmente desenvolvem resistência. Especialistas da Unidade de Pesquisa Clínica do Câncer de Mama no Centro Nacional de Investigações Oncológicas (CNIO) encontraram um modo de evitar isso. Trabalhando em ratos com câncer de mama e de pulmão, observaram que quando se adicionam um agente antidiabético ao regime de administração do fármaco antiangiogénico, o crescimento do tumor se inibe em 92%.
O mais importante deste achado aponta Miguel Quintela-Fandino, diretor da unidade e um dos autores do estudo publicado na Cell Reports, é que o agente antidiabético que tenha usado o CNIO, fenformina “foi retirado do mercado devido a uma complicação pouco comum causada em pacientes diabéticos. No entanto, o fármaco é seguro em pacientes não diabéticos”. Isso é de suma importância, já que os antiangiogénicos são utilizados para combater o câncer de mama, de pulmão, cólon, ovário, rim e carcinomas hepáticos, entre outros.
É um avanço de especialistas do CNIO que permite parar em 92% o crescimento de tumores

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