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Descobrem que a morfina prolonga a dor

No século XIX, a morfina foi amplamente difundida entre a alta sociedade. Esta pintura de Santiago Rusiñol, intitulada justamente A Morfina (1894), retrata tal costume.
Usar morfina ou analgésica com base opiácea, depois de uma lesão nos nervos duplica a duração da dor em ratos, segundo um estudo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.
. Os resultados do trabalho aumentam as dúvidas sobre este tipo de analgésicos que já haviam detectado efeitos colaterais desagradáveis e potencial viciante. Se um efeito semelhante, encontra-se em humanos sugeriria que ” “o tratamento contribui para o problema”, afirmou Peter Grace, um dos autores do estudo.
Os cientistas já haviam detectado que os opiáceos podem aumentar a dor em algumas pessoas, uma condição conhecida como hiperalgesia induzida por opiáceos. Mas agora, o grupo da Universidade de Boulder foi detectado que o efeito dura semanas depois que o tratamento tenha sido abandonado.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas submeteram à cirurgia a cerca de ratos pinzándoles o nervo ciático. Dez dias após a intervenção, os roedores receberam um tratamento de cinco dias de morfina ou solução salina. Os animais que receberam o último procedimento, demorou quatro semanas para recuperar-se, exibindo uma sensibilidade menor do que a dos furos próprios desta lesão. Em troca, os ratos que foram tratados com morfina, mostraram sinais de melhoria para as oito semanas. “Muito mais do que esperávamos – disse Grace – ficamos muito surpreendidos por estes resultados que mostram claramente que existe um grupo de pacientes que sofreriam a mesma reação”.
Outro aspecto importante da pesquisa é que apenas foi realizado com animais do sexo masculino, mas estudos anteriores mostram que as fêmeas seriam ainda mais sensível a estes efeitos.
A descoberta, realizada por especialistas da Universidade de Boulder, Colorado, sugere que “o tratamento contribui para o problema”

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