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Descobrem um interruptor neural dos transtornos alimentares

Já existe um medicamento aprovado que poderá afetar a este circuito. Crédito imagem: Christian Cabo
Em Portugal, os últimos estudos são unânimes em apontar uma taxa de casos relacionados com os transtornos alimentares em adolescentes é de cerca de 4,5%, enquanto que nos Estados Unidos, a anorexia nervosa e representa a terceira doença crônica mais freqüente entre mulheres adolescentes, após a obesidade e asma. De fato, a taxa de mortalidade deste tipo de comportamento, é a mais alta entre as detectadas por transtornos psiquiátricos.
Apesar de tudo isso, as bases neurobiológicas destes transtornos não está clara. Agora, pesquisadores do Centro de Pesquisa de Nutrição do Colégio Baylor de Medicina trouxeram uma nova luz. Os especialistas, liderados por Yong Xu, descobriram circuitos neurais com a capacidade de inibir, em ratos, a tendência a comer de forma compulsiva. O estudo foi publicado na revista Biological Psychiatry.
“A literatura científica sugere que a disfunção do sistema alguns ou o sistema da dopamina no cérebro podem estar associados com o desenvolvimento desta conduta – explica Xu –. No entanto, não há evidência direta para mostrar como o sistema afeta o comportamento”.
Neste estudo, Xu e seus colegas identificaram um circuito neural, em que um grupo de neurônios ligados à serotonina, ativam os neurônios de dopamina. É neste circuito, o que pode inibir o transtorno.
Além disso, uma vez que se conhecem 14 receptores potenciais envolvidos nos efeitos de serotonina no corpo, Xu e seus colegas identificaram um receptor específico que é importante no comportamento de compulsão semelhantes. Determinou-Se que o receptor de serotonina 2C, que se expressa em neurônios de dopamina, é importante na supressão de binge.
Xu disse que um medicamento aprovado pela FDA, um agonista da serotonina 2C, que atualmente está sendo usado como um tratamento para adultos com excesso de peso e obesidade, poderia ser reutilizado para suprimir a compulsão em adultos.
A descoberta permitiria inibir a compulsão compulsivos

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