Artigos

Estamos a subestimar a depressão infantil?

Foto: Creative Commons (Flickr | erizof)
Pode Te interessar…

Ter um irmão é bom para a saúde
Fotos históricas da exploração infantil
Os olhares de estas crianças dizem tudo
A dia de hoje e, apesar das campanhas de sensibilização, a depressão ainda é um grande tabu entre a população adulta. Com a intenção de assumir, mas sem nenhuma pressa e em plena fase de dissimulação da sociedade perante o transtorno, um aviso paira sobre a nossa cabeça será que eu devo começar a nos preocupar seriamente a depressão infantil?
Segundo os dados, cerca de 5% das crianças sofrerão algum episódio depressivo antes de atingir a idade adulta. Isso vem a ser um de cada vinte. Um menino e meio por sala de aula. Quarenta crianças por escola. Meia centena de crianças que vão afetado o seu desenvolvimento, consequência do inmovilismo e da facilidade de riscar o menino de “impertinente”, “caprichoso” ou “malcriado”.
Conforme explica o Dr. César Soutullo, diretor da Unidade de Psiquiatria Infantil e Adolescente da Clínica Universidade de Navarra, a CNN: “é fundamental que os pais conheçam os sintomas da depressão em crianças, que saibam que não é culpa sua, e que se trata de uma doença que tem um tratamento muito eficaz. (…) não sabemos a causa, mas sim como tratá-la e que a criança volte a ser como antes”.
Por sorte, muitos pediatras já estão começando a investigar se o pequeno paciente pode apresentar algum sintoma relacionado com a depressão infantil e derivar a criança a um especialista que pode ajudar a superar esta doença. A grande maioria deles coincidem com os sintomas apresentados na população adulta: baixa autestima, constante sentimento de culpa, dificuldade para se divertir, tristeza frequente, isolamento social, sentimento de rejeição… Vários deles são um sinal de alerta e um aviso de que ainda estamos a tempo de intervir.
Uma em cada 20 crianças sofre de episódios depressivos antes de completar os 19 anos

You Might Also Like