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Identificamse como o Zika infectar a placenta

Imagem do vírus do Zika obtida com um microscópio de Transmissão de Elétrons (TEM). Crédito imagem: CDC/ Cynthia Goldsmith
Embora já se havia demonstrado que o vírus da Zika provoca microcefalia para o feto, pouco se sabia sobre como o vírus atravessa a barreira materno-fetal, uma camada de células que actua como um filtro para proteger o feto de substâncias nocivas.
Graças a um novo estudo, uma equipe de cientistas da Universidade de Yale, traz uma nova luz para este tipo de infecções. Analisando células da placenta, alterações infectadas conseguiram seguir o caminho do vírus para o feto.
O time, dirigido por Erol Fikrig, usou três estirpes diferentes do vírus Zika para infectar três tipos de células que se encontram no tecido placentário: as células de Hofbauer, os citotrofoblastos, e os fibroblastos, obtidas de gestações normais.
Os pesquisadores descobriram que os fibroblastos e as células de Hofbauer eram suscetíveis à infecção pelo vírus Zika em cultivos isolados. Também observaram que a infecção de células de Hofbauer dentro do tecido da placenta.
“Essas células, exclusivas da placenta – explica Kellie Ann Júri, uma das autoras do estudo publicado na JCI Insight –, poderiam ser o depósito potencial do vírus e ajudar a entrega do mesmo ao feto”.
Os resultados ajudam a compreender os mecanismos que atuam na infecção pelo vírus Zika, os caminhos potenciais da produção viral e a circulação dentro da placenta. Isto permitirá desenvolver novas estratégias para prevenir potencialmente a infecção do feto
Um estudo da Universidade de Yale permitirá desenvolver estratégias para prevenir infecções no útero

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