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Mantêm a fruta fresca sem refrigeração, graças à seda

Comprar fruta vai ser como a seda em breve. Crédito imagem: Daderot
De acordo com a Organização de Alimentos e Agricultura (FAO), dependente das Nações Unidas, a cada ano, 45% das frutas e verduras se bagunçar, a maior parte durante o estágio pós-colheita. É a taxa mais alta de perda de alimentos, segundo informa a FAO. O mesmo relatório destaca que apenas a quantidade de comida que se estraga na Europa, serviria para alimentar a mais de três vezes a população portuguesa.
Para tentar evitar isso, uma pesquisa da Universidade Tufts, publicada na Scientific Reports, foi utilizado fibroína, uma proteína que se encontra na seda e que tem a capacidade de estabilizar e proteger outros materiais. A fibroína é incolor, não tem cheiro algum, é biocompatível e biodegradável, o que representa uma solução viável para preservar frutas e legumes.
A equipe de cientistas, dirigida por Fiorenzo G. Omenetto, mergulhou morangos em uma solução de 1% de fibroína até quatro vezes. Em seguida, tratou-se da fruta com vapor de água em uma câmara de vácuo, quanto mais tempo se tratava neste último passo, era a estrutura da fibroína, que chegou a ter uma espessura de 35 microns, a terceira parte de um grão de areia pequeno.
Os morangos em seguida, foram armazenadas à temperatura ambiente, juntamente com outras da mesma safra que não haviam sido tratadas. Para a semana, estas últimas estavam secas e sem cor, enquanto que aquelas que haviam sido “banhadas em seda”, continuaram suculento e com o tom original.
“O banho de esta proteína da seda comestível – explica Omenetto, faz com que a fresa seja menos permeável ao oxigênio e ao dióxido de carbono. Nosso trabalho mostra que a fruta apodrece muito mais tarde”. O mesmo tratamento que receberam bananas com o mesmo efeito positivo. A fibroína não afeta nem a cor ou a textura da fruta, o que não foi estudado é o seu sabor. Mas há uma grande vantagem: “A solução aquosa de esta proteína – aponta Benedetto Marelli, co-autor do estudo – permite adicionar diferentes agentes terapêuticos, o que não só preservaríamos da fruta, também poderíamos adicionar uma função terapêutica para os alimentos”.
É um avanço da Universidade de Tufts, que permite estender a vida de frutas uma vez que chegam aos pontos de venda e ao lar

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