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Novo sistema para detectar Alzheimer décadas antes que apareçam os sintomas

Imagem histopatológica de um paciente com mal de Alzheimer. Crédito: KGH
O mal de Alzheimer é muito difícil de diagnosticar e quase impossível de tratar, nas primeiras etapas. Isso pode mudar em breve com um novo tipo de scanner de retina, não invasivo, desenvolvido pelo especialista em física Melanie Campbell, da Universidade de Waterloo. O novo método utiliza a luz polarizada para realçar depósitos de proteínas amilóides que se encontram na parte de trás da retina de pacientes, décadas antes de que apresentarem o declínio cognitivo.
“As imagens obtidas com este sistema, explica Campbell – são promissoras para a exploração não-invasiva dos depósitos de proteína amilóide da retina, um biomarcador da doença de Alzheimer. A capacidade de detectar estes depósitos antes que comecem os sintomas da doença pode ser uma ferramenta essencial para o desenvolvimento de estratégias preventivas para a doença de Alzheimer e outros tipos de demências”.
Atualmente, para diagnosticar a doença de Alzheimer ou outras formas de demência, os médicos dependem de uma combinação de sintomas ou do uso de tomografia por emissão de pósitrons (PET). O novo método daria uma alternativa menos dispendiosa e mais disponível que o PET.
A pesquisa de Campbell, apresentado na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, que se leva a cabo estes dias no Canadá, foi demonstrada tanto em modelos animais como em humanos e pode ser feito de forma eficaz, sem usar corantes, irritantes, o que é potencialmente útil como uma ferramenta de avaliação diretamente no consultório.
“As proteínas amilóides – diz Campbell – são compostos de fibras com diferentes índices de refração ao longo e largo. Pesquisas anteriores assumiam que era necessário recorrer a um corante para torná-la visível, mas fomos capazes de alcançar os mesmos resultados usando a óptica e o tratamento informático adicional. O diagnóstico precoce é importante, principalmente porque as opções de tratamento são mais limitadas quanto mais progride a doença. Este sistema de detecção pode ajudar os pesquisadores a desenvolver tratamentos mais eficazes antes do aparecimento dos sintomas”.
Foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Waterloo (Canadá) e utiliza a luz polarizada para indicar uma proteína-chave.

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