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O lado escuro da Super Bowl 2016

Até o ano de 2010, os socos na cabeça eram uma ferramenta a mais no futebol americano. Mas, então, uma pesquisa realizada pelo Dr. Bennet Omalu, um neuropatologista nigéria cuja vida é o fio central do filme estrelado por Will Smith, A verdade dói (Nos), transformou-se em um escândalo ao descobrir que as contusões cerebrais ocasionadas durante o jogo tiveram consequências graves. Omalu, anunciou que existia uma doença degenerativa (traumatismo craneoencefálico crônica), que abrangia apenas os jogadores de futebol americano e que estava tendo graves conseqüências para os profissionais aposentados ou reformados.
O estudo do médico nigeriano causou tal celeuma que a NFl se viu obrigada a mudar o regulamento em 2010. Foi o momento em que ilegalizaron os golpes diretos na cabeça. Além disso, foi sugerido que as alterações feitas durante o jogo deveriam proteger os jogadores em posições e situações mais vulneráveis durante o jogo para evitar, na medida do possível, receber este tipo de impacto que pode ter como consequência uma contusão cerebral.
Mas, apesar das medidas tomadas, na temporada passada, houve 271 contusões cerebrais. A cifra mais alta desde 2011. Os números deste ano ainda não foram divulgados, mas temos conhecido alguns casos, que, por sua crueza, não passaram despercebidos. Um dos piores golpes levou-Antonio Brown o passado mês de janeiro, em um jogo de desempate entre Cincinnati Pertence e os Pittsburgh Steelers, que tem sido descrito como um dos jogos mais sujos de toda a temporada. Aqui você pode ver o fatídico golpe na cabeça:

Dói só de vê-lo. Burfict colidiu contra o lado esquerdo da cabeça de Brown, mas depois houve uma guinada para cima e para a direita. Conforme explica Popular Science, esse tipo de trauma é dos piores que se podem sofrer.
O que acontece no cérebro de um jogador de futebol americano durante uma contusão?
“Imagine-se o cérebro como um prato de espaguete de cinza que, de repente, é lançado fora do avião”, explicou na Popular Science. Uma explicação é bastante clara de imaginar. “Esses macarrão estender-se-iam. Alguns partirían em consequência da pressão, enquanto que os outros iriam se curvar, de tal forma que pode danificar os neurônios”.
O Brown não foi o único caso de este ano. O pior, é que todos os traumas desse tipo deixam algum tipo de sequela. Algumas delas são: capacidade para armazenar memórias, ou criar novos, problemas de autocontrole, confusão, amnésia… os mais graves podem acabar em coma ou até mesmo a morte.
Fonte: popsci.com
Na temporada passada, houve 271 convulsão cerebral

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