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O que se passa no seu cérebro quando você ouve a voz de tua mãe?

Foto: Creative Commons (Flickr | Amrufm)
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Sua primeira risada, seu primeiro choro, a primeira palavra… são momentos únicos, que um pai ou uma mãe não pode esquecer. Mas, o que pensam eles por trás desse chupeta de plástico e esse tecido enorme? o que é o que mais valorizam uma vez que o mundo se desdobra e se embarcar na aventura de descobrir seus múltiplos cheiros, sabones, visões, tons e sons? Há uma coisa que, para eles, é e será ao longo de toda a sua vida, sua prioridade número um: a voz de sua mãe.
É a conclusão a que chegou um grupo de cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford (EUA). Em um estudo publicado recentemente na revista PNAS descrevem os circuitos cerebrais subjacentes à percepção da voz materna. Para provar esta teoria, os pesquisadores avaliaram a atividade cerebral de um grupo de 24 crianças saudáveis com idades compreendidas entre os 7 e os 12 anos. A ressonância magnética foi feita enquanto os pequenos ouviram palavras com uma duração inferior a um segundo. Palavras sem sentido nenhum que foram emitidas primeiro por suas mães biológicas e depois por duas mulheres completamente desconhecidas.
Os cientistas viram como a voz da mãe activado em cérebro das crianças muito mais regiões do que as que são ‘iluminando’ ao ouvir outras vozes. Conforme explica a equipe de pesquisadores da universidade de Stanford, ouvir a voz de sua mãe ativa suas emoções, a memória, o afeto e as recompensas. Além disso, também ajuda a impulsionar as habilidades comunicativas e sociais das crianças.
Além de ajudar a compreender melhor as prioridades de nossos infantes, os resultados da pesquisa servem como um padrão para a compreensão da percepção da fala em pessoas autistas. Conforme explica Daniel A. Abrams, autor principal do trabalho e pesquisador do departamento de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da universidade norte-americana à Agência SINC, “o estudo fornece, assim, uma importante base para compreender os déficits sociais e as dificuldades para perceber a fala de crianças com autismo”.
Fonte: Agência SINC
Desde que chegamos ao mundo, já temos algumas prioridades

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