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Os antidepressivos podem fazer mais mal do que bem aos jovens

Às vezes, o remédio pode ser pior que a doença. Uma frase que todos já leram ou ouviram em muitas ocasiões e que parece ser certa no caos que nos ocupa. Porque, um novo estudo realizado pelo National Basic Research Program da China , em colaboração com a Universidade de Oxford, e publicado no The Lancet revela que o uso de antidepressivos para tratar pacientes infantis e adolescentes, pode ser mais prejudicial que benéfico.
Os pesquisadores analisaram os efeitos de vários destes fármacos em mais de cinco mil pacientes, todos eles com idades compreendidas entre os nove e os dezoito anos. E o que descobriram é que apenas um deles, A fluozetina (também conhecido como Prozac) foi mais eficaz do que os placebos administrados a pacientes, e não apresentou efeitos colaterais graves. Pelo contrário, no caso de nortriptilina, nos testes de sua eficácia não superou a dos placebos.
Outros dois dos depressivos analisados, a imipramina e a duloxetina apresentavam problemas relacionados com a falta de tolerância de um organismo da maioria dos pacientes para com esses fármacos. Mas, o pior resultado foi o que se obteve com a venlafaxina, cujo consumo parecia estar vinculado ao aumento dos pensamentos suicidas em pacientes jovens, que a tomavam.
Há que ressaltar que este estudo é mais alarmante para o público anglo-saxão, já que, nos estados Unidos e a grã-bretanha aumentou o percentual de crianças e adolescentes tratados com esses fármacos. Em Portugal, o risco é menoi já que o Ministério da saúde prescreve como norma geral, que antidepressivos como a nortriptilina e a velafaxina, não deve ser tomado para pacientes menores de dezoito anos, salvo em casos muito específicos em que o médico o considere necessário.
Alguns destes medicamentos aumentam o risco de pensamentos suicidas

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