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Os números de HIV aumentam em 74 países

Imagem obtida com um Microscópio Electrónico de Varrimento (SEM) do HIV-1 (em verde) em cultura de linfócitos. Crédito imagem: C. Goldsmith
Apesar de o número de mortes causadas pela AIDS diminuíram na maioria dos países, a taxa de novas infecções aumentou em 74 países durante a última década, ameaçando subverter os esforços para pôr fim à epidemia de AIDS em 2030, um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas. É o que afirma um estudo recente publicado no The Lancet e apresentados na recente Conferência Internacional sobre AIDS, em Durban, África do sul.
O relatório revela que, entre 2005 e 2015, aumentaram as infecções por VIH em países como o Egito, Paquistão, Quênia, Filipinas, Camboja, china, México e Rússia. Também se destaca que, embora o número global de novos casos continua a diminuir, o ritmo abrandou consideravelmente. As novas infecções de HIV reduziram-se em uma média de apenas 0,7% por ano entre 2005 e 2015, em comparação com a cifra de 2,7% por ano entre 1997 e 2005.
“Se as tendências de novas infecções continua, haverá desafios significativos no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em 2030 – explica o diretor do Instituto de Estatísticas e Avaliação da Saúde (Institute for Health Metrics and Evaluation ou IHME), Christopher Murray –. Todos os envolvidos na saúde a nível mundial, pesquisadores, políticos, profissionais, empresas farmacêuticas, advogados, e outros, têm que entender que, mesmo se há mais pessoas que podem viver conn HIV, não podemos acabar com a AIDS, sem interromper as novas infecções.”
Em contraste com a lenta diminuição geral nas novas infecções, o número de pessoas que vivem com o HIV aumentou de forma significativa a nível mundial, em grande parte devido à expansão da terapia anti-retroviral (TAR). O IHME estima que hoje cerca de 39 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV, em comparação com os 28 milhões de 2000. Isto tem que ver com a quantidade de pessoas que fazem uso de TAR: em 2015, 41% dos infectados, no ano 2000, apenas 2%.
“Estamos mantendo as pessoas vivam mais tempo, e estes números devemos dar os que usam terapias anti-retrovirais grandes esperanças – explica Wang Haidong, autor principal do estudo. Essa melhora, no entanto, ainda está muito longe dos objectivos ambiciosos (90-90-90 estabelecidos pela comunidade mundial para o ano de 2020. De acordo com eles, procura-se que 90% das pessoas infectadas com VIH, saibam, que 90% das pessoas diagnosticadas com HIV recebem terapia anti-retroviral, e que 90% das pessoas que a recebem, experimentam supressão viral”.
Quanto à mortalidade, o estudo revela que as mulheres tendem a morrer em idades mais precoces do que os homens, provavelmente devido a que os homens têm relações sexuais com mulheres mais jovens.
Os resultados do estudo de IHME salienta-se a necessidade de esforços mais eficazes para prevenir novas infecções, bem como fundos adicionais para estes esforços.
Aqui o relatório completo do HIV, Estimates of global, regional, and national incidence, prevalence, and mortality of HIV, 1980-2015: The Global Burden of Disease Study 2015.
É a conclusão de um estudo realizado pelo Global Burden of Disease e mostra as dificuldades para enfrentar esta pandemia

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