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Quantos anos ganarías de vida se te fazes vegano ou vegetariano?

Foto: Creative Commons (Flickr | Army Medicine)
Ser vegetariano ou vegano parece uma tendência em alta em nossa sociedade. Na maioria das vezes, as pessoas fundamentam essa decisão em razões éticas com relação aos animais. Outros, em conseqüência da sua religião e muito poucos aludindo à saúde. O caso é que, de acordo com uma nova pesquisa realizada por cientistas da Clínica Mayo de Arizona, as pessoas que escolhem o vegetarianismo ou veganismo como formas de vida têm uma vantagem sobre os carnívoros: eles vivem, em média, quatro anos mais.
Você deverá passar para o veganismo?
Para chegar a estas conclusões, os investigadores contaram com uma base de dados com a história clínica de nada menos que um milhão e meio de pessoas. Os autores analisaram seis estudos que incluíam, nomeadamente, os efeitos da carne e o impacto na mortalidade das dietas vegetarianas com o objetivo de poder aconselhar os médicos de atenção primária sobre se devem recomendar aos pacientes comer carne ou, pelo contrário, desanimarles. A sua recomendação final? Os médicos devem aconselhar a todos os pacientes que limitem o consumo de produtos de origem animal, sempre que seja possível e que consomem mais verduras.
Conforme explica Brookshield Laurent, professor de medicina de família e ciências clínicas do Instituto de Tecnologia de Nova York a Science Daily, “esses dados reforçam o que intuíamos, desde há muito tempo: nossa dieta tem um grande potencial para ferir ou curar. Esta evidência pode ajudar os médicos a aconselhar os pacientes sobre o importante papel que desempenha na dieta. Isso melhoraria a atenção preventiva, um dos pilares da filosofia da medicina osteopática”.
O estudo, publicado no Jornal da Associação Americana de Osteopatia, garante que a carne vermelha ou processada aumenta de forma significativa o risco de mortalidade por qualquer causa, assim como também várias doenças cardiovasculares. Embora os dados para os Estados Unidos e as populações europeias diferem em certa medida, sim, que nos podem servir de orientação. Os dados deste estudo vão na mesma linha que os outros realizados anteriormente. Em 2003, por exemplo, após avaliar a 500.000 pessoas que comiam carne de forma ocasional durante um período mínimo de cinco anos e um máximo de 28, os pesquisadores descobriram ainda aqueles que consumiam carne processada (bacon, salsicha, presunto, salame…) ou carne vermelha não processada (sem curar, vaca, porco, carneiro…) tinham uma esperança de vida mais baixa do que os que limitavam o seu consumo ou o campo de sua dieta. Aqueles que só comem estes produtos de forma ocasional têm 25% menos risco de frente para os que mantêm um consumo elevado: mais de 50%.
Outra meta-análise realizada há um par de anos, analisou as relações existentes entre a carne e a mortalidade por doença cardiovascular e doença cardíaca coronariana. No referido estudo, elaborado a partir dos dados obtidos em um milhão e meio de pessoas, os pesquisadores também concluíram que a carne processada aumentava significativamente o risco de mortalidade por várias causas.
Conforme explicam os cientistas da Clínica Mayo, os resultados destes estudos mencionados são estatisticamente significativos, já que coincidem entre si. Além disso, acrescentou que a expectativa de vida das pessoas que levam mantendo uma dieta vegetariana, por mais de 17 anos aumenta cerca de 3,5 anos com relação aos “recém-chegados’.
Como Resultados contraditórios?
Contra este tipo de estudos, também houve resultados. Em 2014, a Universidade Médica de Graz (Áustria) concluiu que os vegetarianos são menos saudáveis e vivem muito pior do que as pessoas que consomem carne. Segundo explicavam a pesquisa, essas pessoas são mais propensas a desenvolver câncer, alergias ou problemas de saúde mental. Em outubro do ano passado, um anúncio feito pela OMS e algo reintrepretado pelos meios de comunicação fez espalhar o pânico entre os amantes de bacon, por sua provável relação com o câncer. Por sorte, nosso companheiro Dario Pescador nos deu razões para deixar de preocupar-nos.
Fonte:
Meat Is Killing Us? The Journal of the American Osteopathic Association, May 2016, Vol. 116, 296-300
Estas são as conclusões de uma pesquisa realizada pela Clínica Mayo (Arizona)

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