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Uma múmia, derruba um dos mitos do câncer

Em 1995, foram descobertas vinte e cinco múmias do século XVIII, na Hungria. E, agora, graças ao estudo do DNA extraído de uma delas, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Avid foi desmontado um dos mitos existentes em torno do câncer. Segundo os resultados do estudo foram publicados na revista PlusOne, os habitantes do século XVII e XVIII já apresentaram câncer de cólon, doença que costuma ser associada ao tabagismo e ao consumo de alimentos processados, fatores que não eram comuns em pessoas de tal período.
Os cientistas israelenses descobriram uma mutação no gene APC (Adenomatous polyposis coli), vinculado com este tipo de câncer. E esta descoberta implica que os fatores genéticos podem desempenhar um papel mais importante em seu desenvolvimento, que os derivados dos hábitos da sociedade atual.
“O que este achado demonstra é que essa mutação, que se pensava que era atual, produzida por fatores ambientais e sociais, já existia há, pelo menos, dois diglos. Em outras palavras, que o aumento dos casos de câncer deve ser (pelo menos em grande parte)a causas genéticas”, explicou Rina Rosin-Arbesfeld, uma das responsáveis por esta investigação.
Embora, uma vez que a mutação foi identificada em um único espécime, os cientistas enfatizam que não se podem tirar conclusões definitivas, e que será necessário encontrar e estudar mais amostras genéticas.
A mutação genética ligada ao câncer de cólon, não é exclusiva da época atual, e já existia há séculos

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